Taxa de Juros para empréstimos: como não cair em armadilhas?

Diante do atual cenário econômico, muitas empresas se veem em situações mais delicadas para arcar com algum compromisso financeiro ou realizar um investimento, por exemplo.

Dessa forma, não são raros os casos em que as empresas precisam recorrer à utilização de recursos externos e, diante de uma das maiores taxas SELIC da nossa história, conseguir boas taxas de juros para empréstimos não tem sido uma tarefa fácil.

Pensando em ajudar aos que se encontram nessa situação, decidimos criar este post com algumas dicas para evitar armadilhas durante o processo. Confira o post Taxa de Juros para empréstimos: como não cair em armadilhas!

Faça uma pesquisa

Assim como você faz com qualquer bem que deseja adquirir ou serviço que deseja contratar, realizar uma pesquisa também é essencial para fechar um bom negócio na hora de pedir um empréstimo. A taxa de juros é a variável que mais possui peso dentro desse tipo de operação financeira e, por isso, deve sempre ser analisada e comparada minuciosamente.

Entretanto, olhar apenas para essa variável é um erro gravíssimo. Muitos empresários, na ansiedade e na necessidade de contar com aquele recurso, até realizam pesquisas, mas olham apenas para a instituição que oferece a menor taxa de juros. Mais importante do que saber os juros, é saber qual será o Custo Efetivo Total (CET), que mostrará qual é a verdadeira quantia que você precisará pagar no futuro.

Uma taxa de juros baixa e atraente pode, na verdade, esconder o pagamento de taxas administrativas e seguros, por exemplo — o que eleva o custo total da operação para quem está tomando o empréstimo. Isso pode, inclusive, tornar esse custo maior do que o de outras instituições que oferecem juros mais elevados.

Não caia em vendas casadas

Muitas vezes se utilizando da desculpa de que um melhor relacionamento entre cliente e instituição financeira pode propiciar uma linha de crédito mais generosa no futuro, alguns gerentes tentam vender diversos produtos de forma casada ao empréstimo solicitado.

Entretanto, esses produtos aumentam a taxa de juros da operação e, consequentemente, seu CET. Caso realmente se interesse por algum desses produtos, você pode utilizar um simulador para saber como será o processo de quitação das parcelas — e se isso realmente se encaixa dentro do porte da sua empresa e da sua capacidade de pagamento.

Tenha o destino do recurso bem definido

Se seu gerente ofereceu uma boa oportunidade de empréstimo mas você não sabe exatamente em que vai utilizar aquele recurso financeiro, esse pode ser um bom indicativo de que talvez você não deva aceitar a proposta.

Uma empresa que precisa de um empréstimo, deve ter um bom planejamento de como pretende utilizar esse recurso, de como poderá se beneficiar com isso no futuro e, consequentemente, honrar com sua obrigação de pagamento. Esse pré-requisito é essencial!

Mensure corretamente sua necessidade

Ao solicitar determinada quantia emprestada, é bastante comum que seu gerente perceba que sua empresa possui mais crédito disponível e tente te convencer a optar por uma quantia maior do que aquela que você necessita.

Passivos não são necessariamente um problema: muitas empresas que sabem administrá-los de maneira correta conseguem crescer saudáveis financeiramente. Entretanto, se você não quiser que suas obrigações financeiras com terceiros virem uma verdadeira bola de neve, é essencial mensurá-los corretamente para saber onde exatamente você deve ir e qual barreira você não pode ultrapassar.

Analise o prazo de pagamento

Parcelas pequenas e suaves podem ser atraentes, mas muitas vezes, escondem uma armadilha: uma taxa de juros maior, dividida em suaves e longas prestações. Nesse aspecto, uma boa ideia é sempre tentar casar o prazo de pagamento com o período de utilização daquele recurso.

Dessa forma, caso o motivo que te levou a pegar o empréstimo seja a utilização desse recurso como capital de giro, por exemplo, o prazo de pagamento deve ser mais curto. Por outro lado, caso trate-se de um projeto de investimento com previsão de retorno no longo prazo, as parcelas também podem ser alongadas com mais facilidade.

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